AMAMENTAÇÃO EM SEIO MATERNO

16 MAI 2018 / POR FGA. JÚLIA H. CATTO

COMO ACONTECE E BENEFÍCIOS PARA MÃE E BEBÊ

Texto por:
Dra. Júlia H. Catto

A amamentação é realizada pelo bebê logo após o nascimento através da função da sucção.

Ela pode ser iniciada imediatamente, ainda com o cordão umbilical conectado ou até a primeira hora do nascimento, com mãe e filho completamente conectados, trocando olhares, cheiros e reconhecimento, em plena comunicação. Não há necessidade de esperar para amamentar. O quanto antes, melhor!

A função de sucção é a primeira atividade muscular coordenada da criança. É realizada por aproximadamente 20 músculos da face do bebê, trabalhando em conjunto para extrair corretamente o leite do seio materno.

É essencial para a nutrição e manutenção da vida do bebê, sendo presente em 100% das crianças normais até os 4 anos de idade.

Ela prepara os músculos da face, os ossos da boca e o cérebro para as outras funções que também estão se desenvolvendo ao mesmo tempo na região da cabeça da criança (respiração, mastigação, deglutição e fala). Permite o crescimento e fortalecimento adequado da face do bebê, dentro de suas características genéticas, bem como da instalação correta da respiração nasal.

Quando o bebê se alimenta com o uso predominante da mamadeira ao invés do seio materno, a sucção do dedo e da chupeta são comuns por conta da necessidade de exercitação da musculatura da face durante o crescimento. Esse exercício só é proporcionado pela sucção no seio materno e não pela mamadeira, por ter um bico artificial de borracha (mesmo quando ortodôntico), prejudicando o desenvolvimento da face e da mandíbula, da arcada dentária, do nariz e futuramente, da fala da criança, que pode ficar distorcida ou atrasada.

Além de todas as alterações citadas, o uso da mamadeira e chupeta por mais de 2 anos, instalam um mal-hábito de função e emocional, difícil de ser retirado no futuro, necessitando de tratamentos complementares, como os da Fonoaudiologia, que possui técnicas para ajudar com a reabilitação da respiração, mastigação, deglutição, fala e retirada dos maus-hábitos orais. Chupar dedo sempre provocará as alterações acima, mesmo que seja por menos de 2 anos. Outros profissionais podem ser necessários, como o odontopediatra e um psicólogo para ajudar nas questões dentárias e traumáticas de ter continuado com um hábito tão ruim.

A amamentação adequada é responsável pelo desenvolvimento dos aspectos imunológicos (defesa contra doenças, infecções por vírus e bactérias, alergias respiratórias), nutricionais (ganho de peso e crescimento) e psicossociais (inteligência, comunicação, estabilidade emocional, etc).

Após iniciada a amamentação, os hormônios liberados com a pressão no bico dos seios fazem o leite se formar com os nutrientes, vitaminas e anti-corpos presentes no sangue da mãe, formando o alimento ideal para o bebê.

Uma boa alimentação e ingestão de água, diariamente, durante a gestação e amamentação são ideais para produzir bastante leite, mantendo mãe e bebê fortes durante todo esse processo que deve durar, de 6 meses a 2 anos após o nascimento.

Pesquisas revelam que não há leite materno fraco ou ruim e mesmo as mães que não conseguem se alimentar adequadamente ou não tomam as vitaminas recomendadas pelos médicos, produzem leite bom o suficiente para seu bebê, não devendo parar de amamentá-lo no seio e complementar a amamentação com alimentos ou fórmulas nutricionais antes de 6 meses de vida por achar que seu leite está fraco.

A consistência do leite varia de acordo como tempo de amamentação e inicialmente é mais ralo devido à grande quantidade de água (aproximadamente 87%), mas não mais fraco. Pelo contrário, é sempre ideal para o que o bebê precisa.

Amamentação também traz benefícios para a saúde da mãe, como diminuição dos riscos de osteoporose, câncer de ovários e de mama, regressão mais rápida do útero, evitando hemorragias pós o parto e também auxilia na perda de peso ganho na gravidez.

Quando houver dificuldades em amamentar (por parte da mãe e/ou do bebê), procure o médico Pediatra e o Fonoaudiólogo para ajudar a restabelecer a função correta antes que haja prejuízos para o desenvolvimento.

O acompanhamento com os profissionais certos, como médico obstetra nos primeiros 42 dias após o parto, médico pediatra, odontologista e o fonoaudiólogo são essenciais para dar assistência à saúde da mãe e do bebê.

A Dra. Júlia H. Catto, da clínica Fonolegal, em parceria com a Pediatra Geral, Dra. Anna Paula M. Mambriz podem te orientar, avaliar e tratar se necessário, ajudando nesse processo tão maravilhoso que é a vida!

Agende uma avaliação conosco e tenha certeza de que seu bebê estará se desenvolvendo forte e sem problemas de saúde!

Texto redigido por: Dra. Júlia H. Catto - diretora clínica da Fonolegal.
Fonte do vídeo: repost instagram - @encontrobem
Legendas em português: Dra. Júlia H. Catto
Fonte do texto: Pesquisa no Google - PDF.
Bibliografia: MARTINS, M.M. - Amamentação: uma abordagem fonoaudiológica.
CEFAC - Motricidade Oral, 1999.

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