COMO ACONTECE A AUDIÇÃO

16 MAI 2018 / POR FGA. JÚLIA H. CATTO

Tanto o vídeo deste post, como a imagem direcionada para a compreensão infantil, demonstram como a nossa audição acontece dentro do nosso ouvido e cérebro.

Abaixo explico como essa função acontece e alguns dos problemas que podemos desenvolver nos ouvidos.

Primeiramente: Nossa orelha é separada em 3 partes - Orelha Externa: (do canal auditivo até o tímpano; Orelha Média: região dos ossículos que precisa estar arejada para funcionar; Orelha Interna: região da cóclea que se liga com o nervo auditivo).

A audição ocorre da seguinte forma:
A onda sonora entra pelo canal auditivo, bate no tímpano e provoca uma vibração que movimentará os três menores ossos do corpo humano: bigorna, martelo e estribo.
Estes ossos agem em forma de alavanca, pressionando o estribo contra a janela oval da cóclea. A cóclea possui uma forma de espiral enrolada, como uma concha de caracol. No centro da espiral existem células ciliadas, que recebem diversos tipos de vibração diferentes (sons agudos e graves).
Durante a vibração sonora, cada célula que for pressionada emite uma descarga elétrica que é transmitida ao nosso cérebro pelo nervo auditivo.

No cérebro, interpretamos os sons, armazenando-os na memória, podendo assim, compará-los, reconhecê-los, aprender novos sons e reproduzi-los, possibilitando o aprendizado e a comunicação.
Os canais semicirculares estão grudados na cóclea e controlam o nosso equilíbrio.
A tuba auditiva joga ar na orelha média para que os ossículos possam trabalhar livremente e transmitir as vibrações do tímpano para a cóclea.
Quando temos produção de cera no canal auditivo e a pressionamos com o cotonete (tentando limpar o ouvido), ela endurece e acumula até formar uma rolha dentro do canal. Ele pode ficar completamente entupido causando até 25% de perda da audição. Nesse caso há a necessidade de procurar um médico otorrinolaringologista para cuidar do caso.
Quando o som ouvido é de volume muito alto, a onda produzida na cóclea é muito forte e esmaga as células ciliadas, destruindo-as provocando a perda auditiva.
Quando a tuba auditiva não está funcionando adequadamente, sentimos o ouvido tapado (ex: descendo a serra para a praia) ou uma dor aguda, muito incômoda (ex: quando o avião está subindo ou descendo) que geralmente passa assim que jogamos ar para os ouvidos com a Manobra de Valsalva. Porém uma disfunção crônica da tuba auditiva pode causar otite média quando o local dos ossículos fica inflamado ou com secreção, gerando dor (ou não), febre e até a necessidade de cirurgias para melhorar a circulação do ar na orelha média.
Quando o problema está no caminho do nervo auditivo até o cérebro, temos um distúrbio do Processamento Auditivo.
E, por fim, quando se tem problema nos canais semicirculares, temos vertigens, tonturas, cinetose ou labirintite.

O Fonoaudiólogo quem avalia e trata os problemas desta área junto com o Médico Otorrinolaringologista.

O exame auditivo deve ser realizado 1× por ano. A avaliação do processamento auditivo, quando se ouve mas não se entende o que ouviu e o exame otoneurológico (avaliação da tontura), sempre que tiver tonturas e vertigens.

Todos estes exames e tratamentos são feitos pelo Fonoaudiólogo.

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