É VIROSE DE NOVO DOUTOR???!!!

02 NOV 2018 / POR DRA. ANNA PAULA MAMBRIZ

O ano começou, as crianças estão na escola, o inverno está chegando e com as mudanças de temperatura e chegada de novos amiguinhos na classe, tudo pode acontecer, inclusive o aumento dos resfriados e gripes.
Nesta matéria, a minha parceira de trabalho, Dra. Anna Paula M. Mambriz explica o que acontece quando nossas crianças tem um episódio de virose e a importância de manter consultas periódicas com o pediatra, principalmente nessas épocas de frio e calor no mesmo dia.

OS VÍRUS SÃO A CAUSA MAIS COMUM DE DOENÇA NAS CRIANÇAS SAUDÁVEIS. LOGO, A MAIOR PARTE DAS INFECÇÕES DO TRATO RESPIRATÓRIO NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA SÃO CAUSADAS POR VÍRUS.

Os vírus, fundamentalmente na época de outono/inverno, são responsáveis pela grande heterogeneidade de infecções do trato respiratório. Há centenas de tipos virais que causam infecções. Sendo as infecções de via aérea superior (adenovírus, influenza, rinovírus, coronavírus, parainfluenza, metapneumovírus, vírus sincicial respiratório), no geral, o grande motivo de preocupação e ida ao pronto socorro entre os meses de março a agosto.

É evidente que as doenças respiratórias são predominantes nos primeiros anos de vida. As crianças podem ter cerca de 5-6 quadros respiratórios por ano, sendo que essa prevalência aumenta (ou até dobra) quando elas frequentam creches ou escolas. O sistema imunológico ainda imaturo, a modificação da anatomia das vias aéreas, a sobreposição de doenças alérgicas, são todos outros fatores que podem interagir e prolongar o quadro infeccioso viral, dificultando não só o entendimento médico, como também, a compreensão dos pais.

Embora as síndromes clínicas respiratórias sejam variadas e causem grande morbidade, as principais causas são quadros autolimitados, sem necessidade de antibióticos. Rinofaringite (comumente chamado de resfriado), laringite e, até mesmo, rinossinusite e otite agudas são doenças que cursam com febre ocasional nos primeiros dias, tosse, odinofagia (- dor de garganta - dor para engolir), secreção e congestão nasal, estridor em graus variados, hiporexia, otalgia leve a moderada (que melhora com uso de analgésicos simples), pouca ou nenhuma alteração do estado geral da criança.

Não obstante, qualquer dessas viroses podem complicar e desenvolver uma infecção bacteriana, implicando na antibioticoterapia: broncopneumonia, pneumonia, otite média aguda bacteriana, rinussinusite aguda bacteriana. Neste ponto, o papel do pediatra é primordial. As orientações, as intervenções terapêuticas, os esclarecimentos são parte integrante da consulta pediátrica e da formação de um vínculo de confiança e de afeto.

Além disso, é importante lembrar que, apesar da grande prevalência sazonal dos quadros respiratórios, as condições de higiene, socioeconômicas, e habitacionais, o acesso aos serviços de saúde e a qualidade do atendimento prestado são fatores que também implicam na manifestação (ou não) desses quadros virais.

As infecções virais respiratórias são corriqueiras e, por vezes, inevitáveis. Portanto, somado a algumas medidas gerais já abordadas, quanto mais informação e orientação o pediatra oferecer e ensinar, mais esclarecida e menos aflita a família ficará. O atendimento pediátrico é imprescindível para prevenção e promoção da saúde.

Agende uma avaliação com a pediatra dra. Anna Paula Mambriz:
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